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Como está aquele caso: menino Miguel, morto ao cair de prédio de luxo no Recife

Por G1 PE

 


Miguel, de 5 anos, morreu ao cair de prédio — Foto: Arquivo pessoal

Miguel, de 5 anos, morreu ao cair de prédio — Foto: Arquivo pessoal

Miguel Otávio de Santana, de 5 anos, morreu no dia 2 de junho. Ele caiu do nono andar de um condomínio de luxo, chamado Píer Maurício de Nassau, no bairro de São José, no Centro do Recife. O menino estava sob os cuidados de Sarí Corte Real, ex-patroa de sua mãe e primeira-dama da cidade de Tamandaré. A mãe do garoto, a doméstica Mirtes Renata, tinha saído para passear com a cadela dos patrões (veja vídeo abaixo).

No dia da morte de Miguel, Sarí Corte Real foi levada para a delegacia. Ela chegou a ser presa em flagrante, mas pagou fiança de R$ 20 mil e foi solta, para responder ao processo em liberdade.

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O que aconteceu desde então

Trinta dias depois da morte de Miguel, no fim do prazo regulamentar, a polícia indiciou Sarí por abandono de incapaz que resultou em morte.

Sarí Corte Real estava com a criança, que era filho da ex-empregada doméstica dela — Foto: Fantástico

Sarí Corte Real estava com a criança, que era filho da ex-empregada doméstica dela — Foto: Fantástico

Na época, o delegado Ramon Teixeira entendeu que a moradora do prédio cometeu um “crime preterdoloso” — o termo se deve ao fato de o crime praticado pela indiciada ser diferente do que ela havia inicialmente projetado cometer. A pena pode ser de quatro a 12 anos de prisão.

No dia 14 de julho, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou Sarí pelo crime tipificado no indiciamento apresentado pela polícia. O MPPE entendeu também que era necessário solicitar o agravamento da pena, uma vez que o crime foi praticado contra criança e em meio à conjuntura de calamidade pública, na pandemia da Covid-19.

Com a decisão do MPPE, Sarí Corte Real virou ré e os documentos seguiram para a Justiça. Em 3 de dezembro, foi realizada a primeira audiência de instrução criminal na 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital. Foram ouvidas oito testemunhas de acusação, incluindo a mãe e o pai de Miguel, Paulo Inocêncio, e a avó da criança, Marta Santana. Sarí Corte Real compareceu, mas não chegou a ser interrogada, como estava previsto.

Próximos passos

Uma nova audiência de instrução será marcada pela Justiça. Só depois desta audiência o magistrado deve proferir a sentença.

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