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Coronavírus: veja perguntas e respostas

Por G1


6 de março: Professora checa temperatura de estudante na Indonésia após país confirmar primeiro caso de coronavírus. — Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/Reuters

6 de março: Professora checa temperatura de estudante na Indonésia após país confirmar primeiro caso de coronavírus. — Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/Reuters

O mundo está em alerta com o avanço do novo coronavírus, que surgiu em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China. A doença que causa a atual epidemia foi batizada pela Organização Mundial da Saúde como Covid-19. Abaixo, confira as principais perguntas e respostas sobre sintomas, transmissão, cuidados e possível cura.

Veja a íntegra com as dúvidas sobre o novo coronavírus

Veja a íntegra com as dúvidas sobre o novo coronavírus

  1. O que é o coronavírus?
  2. Como é a transmissão?
  3. Quais são os sintomas do coronavírus?
  4. Como prevenir o coronavírus?
  5. É possível se contaminar por meio de aperto de mãos?
  6. Como lavar as mãos corretamente?
  7. Como é feito o tratamento?
  8. Que produtos de limpeza matam o coronavírus?
  9. É possível ser infectado mais um vez?
  10. Há vacina?
  11. Vitamina D protege contra coronavírus?
  12. Qual é a taxa de letalidade do coronavírus?
  13. Estou com suspeita. Como devo proceder?
  14. O coronavírus tem cura?
  15. Crianças ou adultos: quem corre mais risco ao ser infectado por coronavírus?
  16. Encomendas vindas da China podem chegar contaminadas?
  17. Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?
  18. Por que brasileiros que vieram da China ficaram em quarentena, mas os que voltaram da Itália, não?
  19. O clima no Brasil pode ajudar a combater o novo coronavírus?
  20. Qual é o tempo de incubação do novo coronavírus?
  21. Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar?
  22. Como surgiu o coronavírus?
  23. Qual é orientação para quem tem viagens marcadas para a China ou outros países com registro de coronavírus?
  24. Grávidas correm mais riscos?
  25. Gestantes podem transmitir o coronavírus para o feto? E durante o parto?
  26. Mulheres com suspeita de coronavírus podem amamentar?
  27. Que cuidados deve tomar quem usa transporte público, como ônibus, trens e metrô?
  28. O novo coronavírus já apresenta mutações genéticas?
  29. Posso fazer um exame para saber se tenho o novo coronavírus?
  30. Qual o melhor tipo de álcool para higienizar as mãos?
  31. Quem precisa ser internado em isolamento no hospital?
  32. Quem precisa ficar em isolamento domiciliar?
  33. Coronavírus pode ser transmitido por pacientes assintomáticos?
  34. O que as empresas podem fazer para ajudar a prevenir o Covid-19?
  35. O que é transmissão local, comunitária ou sustentada do coronavírus?
  36. Que medidas as escolas podem adotar para proteger as crianças?
  37. Como se prevenir contra o coronavírus na academia?

Coronavírus é o nome de uma grande família de vírus que tem uma estrutura em formato de coroa, conhecida desde 1960. Eles causam infecções respiratórias e já provocaram outras doenças, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

A doença causada pelo novo coronavírus recebeu o nome de Covid-19. Ela foi descoberta no final de dezembro de 2019, na China. A primeira morte foi registrada em 9 de janeiro.

Por meio de três formas:

  • Por vias respiratórias, pelo ar e por gotículas provenientes de espirros e da fala de indivíduos infectados;
  • Por contato físico, quando essas gotículas com o vírus alcançam mucosas do olho, nariz e boca por meio de beijos e abraços;
  • Por meio do contato de superfícies contaminadas, quando essas gotículas com o vírus ficam depositadas em locais como um corrimão ou uma maçaneta, e depois entram em contato com mucosas do olho, nariz e boca.
Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Tosse seca, febre e cansaço são os principais sintomas, mas alguns pacientes podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia.

Nos casos mais graves, que geralmente ocorrem em pessoas que já apresentam outras doenças associadas, há síndrome respiratória aguda e insuficiência renal.

Conheça os sintomas e as formas de se prevenir contra o novo coronavírus

Conheça os sintomas e as formas de se prevenir contra o novo coronavírus

Higienizar as mãos e superfícies, como móveis e corrimão, são as principais formas de se prevenir contra o novo coronavírus. Mesmo com as mãos limpas, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Além disso, é preciso limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado.

O uso de máscaras é mais recomendado para quem estiver em contato com alguém com sintoma gripal ou para quem for viajar para áreas de risco de contaminação. Vale lembrar que as máscaras descartáveis devem ser trocadas a cada duas horas.

O Ministério da Saúde alerta também para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas. Também é recomendável manter a uma distância mínima de um metro de pessoas que estejam espirrando ou tossindo.

Para infectar uma pessoa, o vírus precisa sair de um doente e entrar no organismo de outra pessoa. Ao tossir, falar ou espirrar, por exemplo, o vírus se espalha por meio das gotículas – não há indício de transmissão pelo ar sem ter relação com estas gotículas.

Estudos avaliados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Isto pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente.

Usando as gotículas como “transporte”, os vírus podem ficar em superfícies como maçanetas, apoios de transporte público, botões de elevadores, teclas de computador, celulares, entre outros.

Por isso, lavar as mãos retira o vírus da superfície do corpo e evita que, ao se coçar, por exemplo, ele entre em mucosas – como olhos, boca e nariz –, o que causa a infecção.

A proximidade do doente com a pessoa saudável pode permitir que essa “viagem” do vírus fique mais curta. Por isso, segundo os infectologistas, é hora de rever alguns hábitos sociais, como cumprimentar com beijos no rosto ou com um aperto de mãos.

“O costume latino-americano de abraçar, beijar, manter contato mais próximo pode vir a ser um risco maior para essas culturas”, disse Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “É recomendável evitar esse tipo de contato físico.”

As mãos devem ser lavadas com água e sabão, ou higienizadas com álcool. A recomendação é que a higiene seja completa, inclua a parte inferior da ponta das unhas e alcance também a região do pulso. Veja no vídeo abaixo:

Como lavar as mãos do jeito certo com água e sabão

Como lavar as mãos do jeito certo com água e sabão

Não existe tratamento específico contra a Covid-19. Os pacientes infectados recebem uma medicação para aliviar os sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento indicado é repouso e consumo de bastante água. As medidas adotadas para aliviar os sintomas são:

  • Medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Umidificador no quarto ou banho quente para aliviar a dor de garanta e tosse.

O novo coronavírus pode ser morto por produtos de limpeza desinfetantes de fácil acesso, como álcool 70%, água sanitária e até com a combinação de água e sabão.

“O vírus possui uma cápsula de gordura protetora, e a limpeza com estes produtos retira essa cápsula e mata o vírus”, afirma Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, especialista em doenças infecciosas e parasitárias e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A boa notícia é que o coronavírus “não é um vírus muito complicado de matar, pois ele não é resistente no ambiente”, afirma Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

Como é o diagnóstico de coronavírus pelo Ministério da Saúde. — Foto: Arte/G1

Como é o diagnóstico de coronavírus pelo Ministério da Saúde. — Foto: Arte/G1

Os cientistas ainda não têm essa resposta. Há notícia de um caso de reinfecção no Japão: uma mulher pegou o novo coronavírus por duas vezes.

De acordo com Rosana Richtmann, infectologista do Emílio Ribas, o mais provável é que, após a infecção, a maioria das pessoas criem imunidade contra o coronavírus.

“Grandes epidemias começam a diminuir na hora em que uma população grande já foi infectada e já está imune, e não adoece mais”, explica a infectologista. “Se virmos o número de casos [de infecção] na China, veremos que os números começam a cair, porque eu imagino que tenha muita gente que já esteja imune.”

Ainda não, mas vários países, como Rússia, China e Estados Unidos, já pesquisam uma vacina contra coronavírus. A expectativa da comunidade científica é que os primeiros testes comecem nos próximos dois meses.

De qualquer forma, diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS na América Latina, Jarbas Barbosa explica que uma nova vacina pode ficar pronta dentro de 12 a 18 meses – em uma expectativa otimista. Enquanto isso, um medicamento para atenuar os sintomas deve ser desenvolvido em menos tempo.

Segundo o Ministério da Saúde, não. Até o momento, não há nenhum medicamento específico para prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

Ainda não há um percentual oficial de letalidade da Covid-19, segundo Nancy Bellei, infectologista, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Embora ainda não exista esse percentual oficial, até a última atualização desta reportagem a taxa de letalidade era de 3,5% dos casos confirmados na China, primeiro país a registrar casos da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já fora da China, a taxa registrada foi de 1,6%.

“A gente ainda não conhece a pirâmide epidemiológica do vírus. Por exemplo, quantas são as pessoas assintomáticas que transmitem a doença, quantos têm o sintoma mas não vão para o hospital, quantos vão para o hospital e internam e, das que internam, quantas vão para a UTI”, disse a infectologista.

Entenda a letalidade do coronavírus

Entenda a letalidade do coronavírus

13. Estou com suspeita de infecção por coronavírus. Como devo proceder?

Em 80% dos casos, os sintomas de coronavírus são leves, semelhantes a uma gripe. Nestes casos, o essencial, segundo a Organização Mundial da Saúde, é evitar sair de casa. O Ministério da Saúde recomenda ficar em repouso e tomar bastante água.

Se precisar sair, deve-se evitar circular em lugares fechados, com muitas pessoas e com pouca ventilação. É preciso entender que ir ao trabalho ou à escola com sintomas de gripe implica expor potencialmente outras pessoas à doença. Além disso:

  • Ao espirrar, deve-se colocar o antebraço ou um lenço na frente do nariz e boca;
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhe talheres, copos, toalhas e demais objetos pessoais;
  • Mantenha uma distância mínima de um metro de qualquer pessoa.

Segundo a OMS, ainda não há cura e não há um tratamento medicamentoso definido. Mas, segundo o infectologista Queiroz, existe a chamada “cura espontânea”, que ocorre quando o corpo reage à infecção.

15. Crianças ou adultos: quem corre mais risco ao ser infectado por coronavírus?

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, os grupos de maior risco são crianças menores de 2 anos, gestantes, adultos com 60 anos ou mais.

Rosana Richtmann, infectologista do Emílio Ribas, lembra que, entre as vítimas fatais por coronavírus, “de 0 a 9 anos, nenhuma criança morreu.”

A probabilidade de uma pessoa contaminar as mercadorias comerciais é pequena, segundo a OMS. E, mesmo se o item for infectado, ele não conseguirá resistir a movimentações e diferentes condições de temperatura enfrentadas durante a viagem.

A primeira vez que um animal de estimação foi detectado com coronavírus foi em 28 de fevereiro. Exames iniciais feitos em um cão em Hong Kong detectaram a presença de coronavírus. Os níveis detectados no cachorro são baixos e o animal não apresenta nenhum sintoma. Novos exames adicionais serão feitos para comprovar se o cão está realmente infectado pelo vírus ou se o resultado do exame se deve à contaminação ambiental do nariz e boca do animal.

Ainda assim, não há confirmação de transmissão do vírus entre animais – incluindo os de estimação – e humanos. Segundo especialistas consultados pelo G1, não há provas ou evidências de que os pets possam transmitir a doença.

A única suspeita é que a carne de animais infectados pode contaminar humanos. Não há, porém, informações sobre a forma como os bichos se contaminam com o vírus.

Os brasileiros repatriados da China, onde teve início a epidemia do novo coronavírus, tiveram de passar um por período 14 dias em quarentena, mas a mesma medida não foi adotada no caso daqueles que chegam da Itália. O país europeu já registrou mais de dez mortes por Covid-19 – e é de lá que veio o morador de São Paulo que é o primeiro caso da doença no Brasil.

Ao G1, especialistas atribuem a diferença de conduta ao fato de a China ser um epicentro da doença – o risco de as pessoas vindas de lá espalharem o vírus por diferentes estados do Brasil era bastante alto.

Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, disse que nenhum país do mundo tem adotado quarentena nos casos de repatriados vindos de locais com registros de coronavírus.

De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, o clima e a temperatura podem não ter um papel tão fundamental assim na disseminação de uma doença.

“Vírus não respeita temperatura. O H1N1 atingiu os Estados Unidos em pleno verão. A Influenza é um vírus de inverno e tem todo ano no Caribe [região tropical]. No ano passado, teve surto de H1N1 no Amazonas”, disse a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Para Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a propagação tem menos relação com o clima do que com a movimentação de pessoas.

“No Sudeste, que tem um trânsito muito maior de voos internacionais e uma densidade populacional muito maior, o risco eu acho maior, mas por causa dessas condições, não por causa das condições climáticas”, disse.

O “período de incubação” significa o tempo entre a captura do vírus pelo ser humano e o início dos sintomas da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das estimativas do período de incubação do Covid-19 varia de 1 a 14 dias, geralmente em torno de 5 dias.

Ainda não é possível afirmar quanto tempo o novo coronavírus sobrevive na superfície ou no ar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estudos avaliados pela OMS apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Isto pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente.

Os estudos ainda não determinaram a origem. Sabe-se que o vírus responsável pelo Covid-19 é uma variação da família coronavírus. Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, já eram conhecidas pelos cientistas.

O surto inicial da doença atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan. Uma das hipóteses é que a origem tenha relação com o consumo de carne de pangolim, um mamífero em extinção.

Não há restrição oficial para viagens a países com registro de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Entretanto, o hospital Albert Einstein, em São Paulo, recomenda que seja verificada a possibilidade de troca de passagem. “Caso não seja possível evitá-la, tome ainda mais cuidado com a higiene das mãos, evite aglomerações e siga as recomendações gerias de proteção”, afirma a instituição.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, explica que as mulheres grávidas passam por alterações imunológicas e fisiológicas que podem torná-las mais suscetíveis a infecções respiratórias virais, com a do Covid-19.

O Instituto afirma que as mulheres grávidas têm mais risco de doença grave, morbidade ou mortalidade em comparação ao restante da população, “como observado em casos de outras infecções relacionadas ao coronavírus – incluindo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars-CoV) e coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers- CoV) – e outras infecções respiratórias virais, como influenza, durante a gravidez”.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirma que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão, e que não há caso de bebês infectados com o novo coronavírus.

O CDC afirma que o vírus não foi detectado em nenhuma amostra de líquido amniótico nem de leite materno, o que pode ser uma boa notícia sobre a questão da transmissão do vírus entre mãe e recém-nascido.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirma que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão. Nos casos analisados, o vírus não foi detectado no leite materno.

Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que é importante manter os ambientes arejados. Ele indica que ao se apoiar nas barras de apoio, as pessoas devem tomar cuidado e fazer a higienização das mãos, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro. Gorinchteyn indica que as pessoas evitem tocar olhos, boca e nariz e, também, usar o transporte em horário de pico.

Sim. O código genético dos vírus passa por mutações, e é uma característica normal. Os cientistas usam as mudanças nos genes para rastrear quando elas ocorreram e, assim, investigar o caminho das infecções. Esse processo é importante na fabricação de vacinas e no desenvolvimento de medicamentos.

No caso dos dois primeiros pacientes brasileiros com casos confirmados da doença, os pesquisadores encontraram diferenças nas sequências genéticas dos vírus detectados. O primeiro deles tinha um vírus mais parecido com o encontrado na Alemanha; o segundo, com código mais similar ao encontrado na Inglaterra.

Alguns hospitais e clínicas particulares oferecem testes que podem ser comprados por pelo menos R$ 140. De acordo com os especialistas ouvidos pelo G1, é preciso apresentar os sintomas e passar por uma avaliação médica – uma medida para não sobrecarregar o atendimento. O resultado sai em 48 horas.

No caso do sistema público de saúde, um paciente que irá até uma unidade básica ou hospital também deverá apresentar os sintomas e ter tido um possível contato com o vírus – seja viajando para países com casos confirmados ou chegando perto de pessoas que tiveram a doença.

O médico responsável deverá fazer o encaminhamento. Uma coleta de materiais respiratórios será feita para gerar duas amostras. Elas serão encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Este processo precisa ter um encaminhamento do sistema de saúde público para garantir que pacientes com um risco real da doença consigam ser atendido.

Especialistas mostram como lavar as mãos corretamente e como usar álcool em gel

Especialistas mostram como lavar as mãos corretamente e como usar álcool em gel

Manter as mãos limpas é uma das principais estratégias de prevenção contra o coronavírus. Além da limpeza com água e sabão, outra opção é o uso do álcool gel. A recomendação dos médicos é para que ele seja usado somente na concentração de 70%, ideal para alcançar ação contra bactérias, fungos e vírus.

É importante lembrar que a produção caseira de álcool gel pode trazer riscos. “O álcool gel a 70% vendido em farmácia segue regras específicas de formulação, reguladas pela Anvisa. As receitas caseiras podem não ter a concentração ideal de álcool e não atingir o objetivo”, afirma Leonardo Weissmann, infectologista.

Segundo Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, a decisão é baseada em avaliação médica.

“Internação hospitalar está indicada em casos com quadro respiratório grave, pacientes com doenças cardíacas, doenças pulmonares, diabetes, pessoas com baixa imunidade, neoplasias e grupos de maior risco (crianças menores de 2 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais), com possibilidade de potencial agravamento”, Leonardo Weissmann.

A recomendação do Ministério da Saúde é de que esses casos sejam encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização e devem ser acompanhados pela atenção primária com medidas de precaução domiciliar.

Leonardo Weissmann, médico infectologista, afirma que nos casos leves é possível a adoção de medidas restritivas individuais de isolamento e quarentena domiciliar, com restrição de contatos com pessoas e ambientes externos.

O Hospital Albert Einstein diz que o isolamento domiciliar é indicado para casos suspeitos ou confirmados que não forem classificados como graves; para pacientes com sintomas que estiveram na China, Coreia do Sul, Irã ou Itália; e para pacientes sem sintomas, mas que tiveram ou mantém contato com alguém que tenha o diagnostico confirmado.

Pesquisadores já encontraram evidências de que pessoas com o novo coronavírus podem transmitir a doença sem que apresentem os sintomas, o que é chamado de caso assintomático. Entretanto, a carga viral é menor e o potencial de contágio, também.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a transmissão de uma pessoa assintomática é rara – o modo de contágio mais comum é por meio de pacientes que apresentam os sintomas de Covid-19.

De acordo com Leonardo Weissmann, médico infectologista, orientar os funcionários quanto às formas de transmissão e precaução contra o coronavírus é um dos primeiros passos para as empresas colaborarem com a diminuição da transmissão.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, criou um grande manual para orientar as empresas a ajudarem no combate ao vírus.

Neste guia, o CDC aponta procedimentos para as empresas adotarem com seus funcionários. O primeiro deles é para que os empregados com sintomas fiquem em casa e só retornem ao trabalho 24 horas depois do fim da febre, tosse ou qualquer outra mudança no organismo.

A OMS adota o critério de que toda pessoa que testa positivo para o Covid-19 é considerada um caso confirmado de coronavírus.

Dezenas de países já registraram casos de coronavírus, em cinco continentes, exceto na Antártica. Entretanto, ter casos de coronavírus não quer dizer que toda a população será infectada, ou que todos os infectados terão casos graves da doença.

Para entender a agressividade do vírus em cada nação, é preciso olhar o status de transmissão do Sars-CoV-2, o novo coronavírus que causa a Covid-19, que varia de país para país.

  • Transmissão local: São casos de pessoas que se infectaram com Covid-19, não estiveram em nenhum país com registro da doença, mas tiveram contato com outro paciente infectado, que trouxe o vírus de fora do país. Há casos assim no Brasil.
  • Transmissão sustentada ou comunitária: São casos de transmissão do vírus entre a população – um paciente infectado que não esteve nos países com registro da doença transmite a doença para outra pessoa, que também não viajou. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, este tipo de transmissão ocorre na China, Coreia do Sul e Itália.

Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que é muito importante que os pais participem da proteção das crianças, evitando levar os filhos com sinais de gripe as escolas. Gorinchteyn sugere que a medida que a escola perceba uma criança com sintomas semelhantes a gripe, que informe aos pais para que ela seja levada para casa para ser tratada.

Segundo a OMS é importante que todos conheçam as formas de prevenção do coronavírus. As escolas devem adotar os mesmo métodos de higienização de superfícies, como móveis e corrimão, e de objetos compartilhados, como teclados e materiais escolares.

É importante que as escolas informem os alunos os métodos de prevenção, como :

  • Lavar as mãos com água e sabão ou álcool gel, mas nunca apenas com água;
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos;
  • Mesmo com as mãos limpas, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado

Em tempos de coronavírus, é importante tomar algumas precauções na hora de treinar em lugares fechados e evitar pegar a doença Covid-19 – ou passar para os colegas de academia sem saber.

  • Não vá para a academia se estiver com os sintomas
  • Limpe os equipamentos e os colchonetes com álcool 70%
  • Evite colocar a mão nos olhos, na boca e no nariz
  • Evite os horários de mais aglomeração
  • As academias podem propor exercícios com menos contato entre alunos

De acordo com o médico infectologista Carlos Fortaleza, do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem da Faculdade de Medicina da Unesp, “o contato com as pessoas é o problema”.

“A doença se transmite pela gotícula, até 2 metros, olho, nariz, boca. Também atinge superfície e o vírus fica vivo, dependendo da temperatura, por dias. Não sabemos do tamanho da importância da superfície”, explicou.

Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus

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