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‘Pautas-bomba’ no Congresso acendem alerta na equipe de Bolsonaro

Bolsonaro pretende negociar com os outros Poderes um acordo para evitar a votação no Congresso de projetos que elevem os gastos públicos — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Bolsonaro pretende negociar com os outros Poderes um acordo para evitar a votação no Congresso de projetos que elevem os gastos público.

Depois de o Congresso Nacional decidir pautar o aumento no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o tema gerou preocupação na equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O receio do novo governo é assumir com vários gastos extras num momento em que seu desafio é zerar o déficit público primário, previsto para R$ 139 bilhões em 2019.

O problema para Bolsonaro, no caso do reajuste salarial dos ministros do STF, é que a medida foi negociada com o presidente Michel Temer, que deu aval para a proposta desde que não estourasse o teto do Judiciário.

O projeto já foi aprovado na Câmara e, agora, pode ser votado ainda nesta quarta-feira (07) pelo Senado. O texto em votação prevê elevar o salário dos ministro de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

Além do aumento salarial dos ministros do Supremo, o Congresso já criou gastos extras para o próximo presidente, como a derrubada de um veto de Temer em projeto que aumenta o piso dos assistentes sociais. A decisão dos parlamentares gera gasto extra, nos próximos anos, na casa de R$ 4,8 bilhões.

Jair Bolsonaro disse nesta quarta que, na avaliação dele, esse não é o momento adequado para votar esse tipo de projeto. De qualquer forma, o presidente eleito terá de negociar o tema com os demais Poderes.

Enquanto isso, para melhorar um pouco o cenário para o novo governo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu uma boa notícia do atual comandante da área econômica, Eduardo Guardia. Segundo o ministro da Fazenda, o deficit primário deste ano ficará abaixo do previsto inicialmente. Em vez de R$ 159 bilhões, pode ficar abaixo de R$ 120 bilhões.

Na avaliação da próxima equipe, isso mostra que o atual governo já deixa um caminho pavimentado para redução substancial do rombo das contas públicas e que é possível zerar o deficit no curto prazo.

Guedes recebeu de Guardia uma lista de medidas que podem ajudar no trabalho, algumas já em tramitação no Congresso, e outras que ainda seriam encaminhadas, como o corte de subsídios fiscais de no mínimo R$ 31 bilhões.

Fonte G1

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