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De bem com a vida, mulheres superam o preconceito por serem gordas e falam da caminhada rumo à aceitação do corpo

Tamires de Moura e Daniela Tamara são de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Elas se aceitam e assumem suas medidas e curvas. Para elas, ser gorda não é problema.

                                                                                                                                                                                                     Ficar acima do peso pode ser um problema para muitas mulheres que estão em busca do corpo ideal. Mas, uma parcela de mulheres já desconsidera esses padrões e assume com orgulho suas medidas e curvas. Duas delas são de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Tamires de Moura e Daniela Tamara são gordas, enfrentaram preconceitos, e hoje trilham o caminho rumo à completa aceitação.

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Aos 23 anos, Tamires de Moura pesa 86 quilos. Ela é vaidosa e hoje se considera muito tranquila com seu corpo, muito diferente dos conflitos que viveu na adolescência. “Eu fiquei ‘cheinha’ depois dos 14 anos e isso me incomodava muito, pelas piadas, era uns apelidos… Quando completei 18 anos, entrei para academia e emagreci horrores. Fiz uma dieta louca e só comia frango, ovo e batata-doce, e em três meses, eu emagreci 20 quilos. Depois, parei de ir para academia. Um ano depois, eu engordei o dobro”.

“Cansei de buscar um corpo que não era o meu biótipo”

Depois de engravidar, a jovem viu seu corpo se transformar ainda mais, e passou de 86 quilos para 102 quilos. “Eu tenho uma filha de um ano e nove meses. Eu cheguei a pesar 102 kg. Eu ainda não perdi todos os quilos que ganhei depois que ela nasceu. Mas, hoje isso não é uma coisa que me incomode assim. Eu me aceito muito bem, claro que tem questões de saúde, não fico fissurada mais para emagrecer”, revela.

Daniela Tamara Santos Silva tem 37 anos e pesa 127 quilos. Ela lembra que começou a engordar após os dez anos de idade. Primeiro, ela achava que era uma fase de crescimento, até chegar na adolescência e se deparar com o bullyng na escola.

“Eu acreditava assim, eu vou crescendo, pode ser uma fase. Aí na minha adolescência, eu estudava em um colégio particular, e dois fatores me levaram a sofrer bullyng, por ser negra e gorda. Mas eu sempre arranjava uma maneira de me desviar disso”, explica.

“Antigamente eu sofria, ficava caladinha e não deixava me abater com as piadinhas. Se eles ficam sabendo que você se preocupa, começam a te castigar”

De tanto não demostrar preocupação com os ataques de bullyng, Daniela passou a acreditar cada vez mais em si, casou-se há cinco anos com Fernando Andrade. “Ele me conheceu e eu já tinha esse peso, e já temos oito anos de convívio. E eu ser gorda nunca foi problema, ele sempre me amou muito e acho que ele gosta do meu estilo, ele até compra roupas pra mim”, revela.

“Eu percebo que eu sou gorda pelas minhas roupas, mas eu não me vejo gorda. Eu olho e vejo uma pessoa normal”

Daniela diz que sente desejada e empoderada (Foto: Daniela Tamara/ Arquivo pessoal )

Daniela diz que sente desejada e empoderada.

Daniela sempre foi muito vaidosa, mas ela tinha dificuldade de se sentir bem com seu corpo, até pela falta de roupas em tamanhos grandes. “Antes por ser gordinha, era difícil até para encontrar roupa. Chegava festa de São João e Natal, eu me contentava com qualquer calça de cotton. A minha primeira calça jeans, eu comprei um modelo masculino, porque não tinha modelos femininos. Como não encontrava roupa, só encontrava blusa de senhora e malha”. Para suprir a falta de roupas modernas e atraentes, a estratégia dela era fazer uma boa maquiagem e chamar a atenção para o rosto.

Hoje, como muitas lojas passaram a investir em peças grandes, Daniela passou a encontrar os looks que sempre sonhou e que via nas ‘magrinhas’. Ter acesso as peças adequadas ao seu corpo ajudou ainda mais com o seu processo de aceitação. “Antes eu falava não tem tu, vai tu mesmo, hoje eu tenho várias opções de vestir. Posso me sentir bem-vestida. Eu me sinto mais desejada. Eu vou em uma festa e as pessoas ficam me elogiando, me achando linda e isso me deixa mais empoderada”, conta.

Fonte G1

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