Relatório da Unicef destaca que alunos negros e indígenas são os mais prejudicados  Relatório da Unicef destaca que alunos negros e indígenas são os mais prejudicados

Cerca de 7 milhões de crianças no Brasil apresentam atraso escolar em 2 anos ou mais. O número corresponde a 20% do total de 35 milhões de estudantes. Os dados são do estudo “Panorama da distorção idade-série no Brasil”, do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O levantamento fez uma análise de acordo com a etapa de ensino, cor, raça e gênero de estudantes que residem tanto em áreas rurais como urbanas. Também houve a inclusão de crianças e adolescentes com deficiências.

De acordo com os dados, o ensino médio é a fase que concentra a maioria dos alunos com maior distorção idade-série. Dos 7 milhões, 2,2 estão nesta etapa, o que representa 28% do total de estudantes.

DESIGUALDADES

Como a maioria dos indicadores socioeconômicos, a distorção também acontece de maneira desigual no território brasileiro. As regiões do Norte (41%) e Nordeste (36%) são as que apresentam o maior número de estudantes atrasados.

Os mais afetados pelo atraso escolar são meninas e meninos vindos das camadas mais vulneráveis da população, já privados de outros direitos. É urgente desenvolver estratégias específicas para alcançar esses diferentes grupos populacionais“, disse Florence Bauer, diretora do Unicef no Brasil.

Os alunos negros e indígenas também são os mais prejudicados por essa realidade em relação a alunos brancos. Os dois grupos somam 62,5% do total de estudantes que apresentam a distorção, enquanto, o último, apenas é representado por 12,6%.

Para o Unicef, “realizar diagnósticos precisos da situação da distorção idade-série em nível municipal e estadual, a partir dos dados do Censo Escolar” pode colaborar para a mudança desse índice.

Ainda de acordo com o comunicado, com os dados organizados no site do fundo, o governo poderá se preparar para desenvolver políticas públicas voltadas aos grupos mais vulneráveis.

Fonte msn