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Saiba por onde andam os campeões da Copa do Brasil pelo Sport em 2008

Daquele elenco, apenas Magrão e Durval seguem como jogadores do Sport.

Enquanto alguns convivem de perto com o clube até hoje, outros já penduraram as chuteiras, mas a maioria segue no meio futebolístico / Foto: JC Imagem
Enquanto alguns convivem de perto com o clube até hoje, outros já penduraram as chuteiras, mas a maioria segue no meio futebolístico

Aguerrido e vencedor. Há exatos 10 anos era com esse perfil que o time do Sport reconquistava o país ao levantar a taça da Copa do Brasil de 2008, feito que simbolizou o segundo título em âmbito nacional da equipe pernambucana, após o Brasileiro de 1987. Enquanto algumas peças convivem de perto com o clube até hoje, outros já penduraram as chuteiras, mas a maioria segue no meio futebolístico. A escalação, que se mantém na memória dos torcedores rubro-negros mais fanáticos, foi recapitulada pela reportagem, com a trajetória de vida de cada um desde o título.

Paredão e ídolo dos rubro-negros, o goleiro Magrão é o único atleta que não saiu do Sport desde a conquista. Na competição, se consolidou como uma referência e até marcou um gol, na disputa de pênaltis da semifinal contra o Vasco. De lá para cá, levantou mais 5 taças: quatro do Campeonato Pernambucano (2009, 2010, 2014 e 2017) e uma da Copa do Nordeste, em 2014.

Na ala direita, Luisinho Netto não durou muito no plantel. Dois meses após a taça, saiu com destino ao ABC. Após anos como profissional, passou a jogar no futebol amador e se aposentou pelo Iguaçu, de Curitiba. Em 2018, assumiu o cargo de treinador neste time. Xerife da Ilha, o zagueiro Durval foi o que atingiu mais êxitos depois da conquista da Copa do Brasil. Ao fim de 2009 se transferiu para o Santos, por onde conquistou, ao lado de Neymar, três campeonatos paulistas, mais uma Copa do Brasil, em 2010, e uma Libertadores, em 2011. Em 2014, retornou ao rubro-negro pernambucano e faturou mais dois estaduais e uma Copa do Nordeste. Neste ano, aos 37, atuou em cinco jogos pelo Sport.

Parceiro de Durval na zaga leonina à época, Igor foi um dos que se manteve no time por alguns anos depois do título. Em 2011, se despediu do Leão e começou uma trajetória pelo interior paulista. Por lá , vestiu as camisas de Mirassol, Guaratinguetá e Botafogo-SP. Em 2016, seguiu para o futebol amador para representar o Trieste, equipe curitibana que reúne diversos ex-profissionais. Outro que permaneceu na Praça de Bandeira até 2011 foi Dutra. Em seguida, rumou para o Santa Cruz, clube pelo qual conquistou a Série D no mesmo ano. Em 2014, pendurou as chuteiras pelo Yokohama Marinos e, em 2017, voltou ao Tricolor do Arruda para assumir a categoria sub-20.

A proteção da defesa era feita pelo veterano Sandro Goiano, referência na cabeça de área pela forte marcação. Além da conquista, esteve presente na campanha da Libertadores de 2009 e saiu do Leão ao final daquele ano. Em 2010 e 2011, jogou no Pará, com a camisa do Paysandu, por onde encerrou a carreira. Ainda retornou à Praça da Bandeira em 2013 para ocupar o cargo de coordenador técnico.

Amplamente conhecido pela torcida do Sport, Daniel Paulista se destacou dentro e fora das quatro linhas. Como jogador, se aposentou em 2014, pelo ABC. No mesmo ano, voltou ao Sport para um estágio junto com o então treinador Eduardo Baptista. Assumiu o comando leonino em 2016 para livrar a equipe do rebaixamento, voltou a condição de auxiliar e depois repetiu o feito também na Série A de 2017, salvando o time na última rodada mais uma vez. Em abril, após quase quatro anos de clube, foi demitido enquanto exercia a função de auxiliar.

Artilheiro da Copa do Brasil em 2008 com seis gols, Romerito até voltou à Ilha do Retiro anos depois, em 2011, mas não conseguiu reeditar o bom momento. Nos últimos anos da carreira voltou ao estado de origem, Goiás, por onde defendeu Anapolina, Vila Nova e Aparecidense, clube pelo qual treina a equipe Sub-19. Nesta nova fase, leva como inspiração um velho conhecido.”Estive neste ano em um estágio no Sport com Nelsinho Baptista. O melhor técnico que já tive na carreira”, ressaltou.

Na armação das jogadas, o Sport contava com Luciano Henrique. Remanescente para a disputa da Libertadores do ano seguinte, esteve no elenco vermelho e preto até o final de 2009 e rumou para o São Caetano, em 2010. Ainda defendeu Fortaleza, Paysandu e Santa Cruz, por onde sagrou-se campeão pernambucano em 2012. Dois anos depois, encerrou a carreira no Taubaté, onde desde a aposentadoria comanda as categorias Sub-11 e Sub-13 do clube. “Aos poucos estou retornando ao futebol, recrutando a garotada, fazendo as peneiras e disputando o Paulistão”, comentou o atleta.

Na frente, a velocidade tinha nome e sobrenome: Carlinhos Bala. Mesmo sendo um dos ícones daquele título, o atacante não se manteve no elenco para o ano seguinte. Com grande participação no futebol pernambucano, defendeu as cores do Náutico após a conquista. Voltou ao Sport em 2011, mas sem repetir o brilho da primeira passagem. Um ano depois, levantou a taça do Estadual pelo Santa Cruz. Vestiu ainda as camisas de Fortaleza, CRB, América-PE, Altos-PI e no ano passado atuou pelo Taboão da Serra.

Experiente, o atacante Leandro Machado chegou ao Leão no ano da disputa da Copa do Brasil. No torneio, atuou como titular ao lado de Carlinhos Bala. Com problemas físicos, o atleta não esticou tanto a carreira e se aposentou ainda em 2008, durante o Brasileirão. Hoje em dia, trabalha numa empresa que agencia jogadores, dentre eles, o volante Arthur, destaque do Grêmio. Como recordação, guarda com carinho o incentivo do torcedor leonino. “Quando começa o ‘Cazá Cazá’ já saíamos ganhando. Uma pena não ter seguido no clube, porque em pouco tempo consegui absorver o jeito do Sport de ser”, disse.

Reservas

Opção no setor ofensivo, Enílton foi ‘iluminado’ com um gol nos minutos finais do jogo de ida da final. Pelo Sport, atuou apenas em 2008. Em 2012, deu um ponto final na carreira pelo Comercial-SP. Atualmente está distante do futebol e tem trabalhado no ramo comercial. Roger era outro reserva da equipe. No Leão, ficou apenas até o fim de 2008. Em seguida, atuou por vários clubes do Brasil e no Kashiwa Reysol, do Japão. Hoje em dia, joga no Corinthians.

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Agraciado com uma vaga na decisão, Kássio teve a chance de ouro para brilhar ao entrar como titular na final da Copa do Brasil. Após o título, se manteve no Sport até 2009, quando foi emprestado ao Figueirense. Voltou ao Leão em 2010 e no ano seguinte começou a rodar pelo país, com passagens por Guaratinguetá, Salgueiro e Boa Esporte. Está em processo de renovação com Lagarto-SE, clube administrado por Diego Costa, atacante brasileiro que atua na seleção espanhola. “Acho que fiz por onde jogar a final e, sem dúvidas, foi uma grande vitrine, apesar de não estar em condições ideais”, frisou.

Alçado ao posto de titular na final, Diogo foi negociado com o Corinthians meses após ser campeão pelo Leão. Em 2009, repetiu a dose e levantou o troféu pelo time paulista. Mas para ele, vencer pelo Leão foi uma emoção diferente. “Apesar de ter ganho também no outro ano, a de 2008 teve um gosto especial pela dimensão que tomou. Foi o título mais importante da minha vida”, destacou. Hoje, atua na Série C e veste a camisa do Confiança.

Quem também era acionado por Nelsinho Baptista era o volante Bia. Após defender vários clubes no Estado, o atleta pensa em cursar Educação Física e tem se dedicado a um projeto social no bairro de Rio Doce, em Olinda. “É uma retribuição que dou para criançada. São quase 80 alunos envolvidos. Vou procurar estudar para dar um apoio mais firme a eles”, projetou.

Fonte JC

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