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Milton Coelho: ‘Nós do PSB não temos pressa’

Milton Coelho

O ex-secretário de Administração de Pernambuco e pré-candidato a deputado federal neste ano, Milton Coelho (PSB), rejeita a tese de que seu partido precisa acelerar as definições eleitorais, para garantir alianças. A postura se faz pertinente, neste caso, diante do aumento da pressão para definição da chapa eleitoral em Pernambuco. De um lado, existe a expectativa em torno da inclusão do PT na Frente Popular, que anda ameaçada pela possibilidade de os petistas lançarem candidatura própria ao governo, que seria a de Marília Arraes. Do outro, lideranças que fazem parte da própria base também querem espaço na chapa majoritária, a exemplo do deputado estadual André Ferreira (PSC) e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

Para Milton Coelho, que esteve com o governador Paulo Câmara em seu encontro com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, na última terça (05), o desencontro de informações sobre os rumos do PSB são muitos. Segundo ele, não foi tratado diretamente, na ocasião, o apoio dos socialistas à candidatura de Lula ou de outro indicado pela legenda. “Foi uma conversa muito tranquila e aquele diálogo entre PT, PSB, PCdoB e PDT tem ocorrido com frequência. Estamos interessados em nível mais estratégico de garantir a consolidação da democracia e saber o que vai acontecer depois do desastre do governo Temer”, colocou.

Por isso, acredita que o PSB não deve se preocupar, por enquanto, com “coisas pequenas, com A ou B que quer ou não ser candidato”. “Nós do PSB não temos pressa em decidir nosso posicionamento no quadro nacional. Precisamos de clareza do que vai acontecer.Os elementos que vão definir o caminho não estão ainda muito evidentes, ao contrário de outros momentos, em que o painel da disputa já estava definido”, opinou.

Questionado sobre a insatisfação de aliados, como André Ferreira, falou que compreende “algum nível de ansiedade”. “André e os demais representantes das forças têm clareza de qual rumo queremos seguir. Precisamos ter de fato paciência e prudência. Não podemos nos apressar no processo, para não cometer equívocos por açodamento”, pontuou.

O socialista também afirmou que, por enquanto, nenhum outro palanque no País já está definido e, desta forma, seu partido precisa “jogar esse jogo com muita tranquilidade”. “Isso não é um passe de mágica. Não é decisão instantânea. São processos que precisamos conduzir com muita prudência e tranquilidade. Sabemos a força que representamos em Pernambuco e temos que saber como jogar com tudo isso para obter o melhor resultado”, acrescentou.

Fonte Folhape

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