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3 milhões de desempregados buscam trabalho há pelo menos 2 anos, aponta IBGE

Número corresponde a 22% do total de pessoas que procuravam emprego no 1º trimestre deste ano. Total de pessoas que desistiu de buscar trabalho quase triplicou em 4 anos.

Brasil registra recorde de trabalhadores subutilizados, aponta IBGE

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Dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que havia 3,035 milhões de brasileiros procurando emprego há 2 anos ou mais até o final do 1º trimestre deste ano. Este número corresponde a 22% do total de desempregados no país, que ficou em 13,7 milhões.

A maior parte dos desempregados – 6,4 milhões ou 45% do total – estava na busca por emprego há mais de um mês, mas há menos de um ano. Outros 2,2 milhões de brasileiros procuravam por uma oportunidade no mercado há um ano, mas a menos de 2, enquanto 2 milhões estavam desempregados há menos de um mês.

Desempregados por tempo de procura por trabalho
Em 6 anos, aumentou em 71,8% total de pessoas que procuravam emprego há pelo menos 2 anos
Menos de 1 mêsDe 1 mês a menos de 1 anoDe 1 ano a menos de 2 anos2 anos ou maisNúmero de pessoas em 2012Número de pessoas em 201801234567
Fonte: IBGE

Na comparação com 2012, aumentou em 71,8% o número de pessoas que estavam há mais de dois anos desempregadas, enquanto os que buscavam emprego entre um e dois anos aumentou 129% no mesmo período.

“Com o aumento da desocupação, o tempo na fila por emprego também aumenta”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O pesquisador ressaltou que por conta do aumento do tempo de procura por trabalho, “parte dessa população acaba desistindo e sai da fila, se tornando desalentada”.

Gerusa Pereira é formada em letras, já atuou com telemarketing e agora trabalha distribuindo panfletos. (Foto: Daniel Silveira / G1)

Gerusa Pereira é formada em letras, já atuou com telemarketing e agora trabalha distribuindo panfletos. 

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Número de desalentados atinge recorde

Azeredo destacou que desde o início da crise econômica no Brasil, o número de pessoas desalentadas quase triplicou. No primeiro trimestre de 2014 havia 1,6 milhão de pessoas nesta condição. Este número saltou para 4,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, o maior número da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Desalentados são, de acordo com a classificação do IBGE, aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego e, por isso, deixam de fazer parte da população desempregada do país.

Ainda de acordo com o pesquisador, foi o desalento que contribuiu para reduzir a taxa de desemprego no país na comparação entre o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do passado – passou de 13,7% para 13,1%. “O desalento foi o principal canal de saída da desocupação”, enfatizou.

Do total de desalentados do país, 60,6% estavam no Nordeste (2,8 milhões e pessoas). Entre as unidades da federação, os maiores contingentes estavam na Bahia (805 mil) e Maranhão (430 mil).

Ao analisar o perfil dos desalentados, Azeredo destacou que tal condição atinge principalmente “a população jovem, feminina, preta ou parda e com baixa e escolaridade”. Do total de desalentados, 54,2% eram mulheres, 48,4% tinham entre 14 e 29 anos, 73,1% eram pretos ou pardos e 38,5% tinha ensino fundamental incompleto.

Taxa de subutilização de trabalhadores fica em 24,7% no 1º trimestre. E eu com isso?

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1/4 dos trabalhadores do país estão subutilizados

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral divulgada nesta quinta-feira, A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,7% no 1º trimestre de 2018, a maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior já registrado pela pesquisa.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão sub ocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos).

Número de brasileiros subutilizados
Em milhões
21,421,419,419,417,417,418,318,316,416,4161615,315,315,415,417,317,31818191918,518,520,720,722,722,724,324,326,526,526,826,827,727,71º tri 20122º tri 20123º tri 20124º tri 20121º tri 20132º tri 20133º tri 20134º tri 20131º tri 20142º tri 20143º tri 20144º tri 20141º tri 20152º tri 20153º tri 20154º tri 20151º tri 20162º tri 20163º tri 20164º tri 20161º tri 20172º tri 20173º tri 20174º tri 20171º tri 2018051015202530

3º tri 2013
16,4
Fonte: IBGE

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 1º trimestre de 2018:

  • 13,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 6,2 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos                                                                                                                                                 Fonte G1

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