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Prenderam a liberdade e libertaram a prisA?o, diz Mario Rosa

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Quadro “O Grito” (1893) de Edvard MunchReproduA�A?o/ Creative commons

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Hoje eu acordei com um sentimento ruim preso na garganta. Uma angA?stia que nA?o sei como expressar. Um grito que nA?o consegue sair de mim. A� tA?o opressivo que nem sei se posso ou devo, se convA�m, se A� permitido, se ofende os bons costumes, se A� politicamente correto ou incorreto. Sei que me sinto preso dentro de mim mesmo porque, fora de mim, hA? um mundo que estoura fogos de artifA�cio e celebra a conquista de um campeonato enquanto eu enxergo nada mais que um mundo cruel e a brutalidade sem sentido, sobretudo na euforia em torno dela.

DaA� eu me pergunto: onde foi que eu errei? Porque estou tA?o preso a essa sensaA�A?o opressiva? Porque nA?o participo dessa vertigem? Onde estA? a minha falha de carA?ter e onde estA? toda essa virtude que explode champanhes e arrota a elevaA�A?o sublime que nA?o consigo vislumbrar? Por que alA�m de preso dentro de mim estou cego em mim mesmo? Por que todos conseguem enxergar tudo tA?o bem e eu sA? enxergo sombras e nuvens negras?

HA? um grito preso em minha garganta. Mas tenho medo e nA?o tenho coragem de soltA?-lo. Sou covarde. E por que me acovardo se vejo tanta coragem aa minha volta, tanta certeza, tanta convicA�A?o? Onde foi parar o meu juA�zo, onde foi parar a minha clareza, onde foi parar o meu senso de certo e errado? Esse mesmo sentido que eu vejo esparramar de todos os lados, de todas as bocas, de todos os sorrisos, das gargalhadas, das ironias, das expressA�es triunfais? Por que tudo isso nA?o estA? preso dentro de mim? Por que sequer existe no meu coraA�A?o para que eu possa libertA?-lo?

Aha��.eu queria tanto ter aquele sorriso das hienas, aquele ar exultante, a saliva das raposas no anticlA�max que precede a mandA�bula que estraA�alha e se lambuza do sangue da presa encurralada. Eu queria estar com minha pupila fixa na mira do rifle e friamente acionando o gatilho certeiro sem dA? nem piedade. Mas nA?o. Eu sA? tenho um grito calado dentro de mim. Um grito, apenas um grito. Um grito mudo. Um grito que nA?o A� um grito. Pois nA?o serA? gritado. HA? tanta catarse em volta e, em mim, a repressA?o do grito que nA?o sai.

Eu ando muito errado, confesso. Eu ando muito estranho. Acho que teria me compadecido de Joana Da��Arc e nA?o enxergado o prestimoso trabalho de purificaA�A?o de almas do Santo OfA�cio. E ficaria vendo-a arder olhando a fogueira pensando que talvez, talvez, o fogo pudesse estar ferindo a sua delicada pele, sua pele humana, humana, sua pele igual A� minha, sua pele frA?gil. Estaria pensando pequeno, decerto. Estaria sendo vil, estaria sendo um nojento pecador, incapaz de enxergar a depuraA�A?o bem ali diante dos meus olhos. E ficaria com o ultimo insulto contra a bruxa maldita preso em minha garganta.

Aqui estA? um ser que pede socorro em pA?blico a uma comunidade inteira de pessoas no mais perfeito estado de sanidade. Me ajudem. Me digam o que fazer. VocA?s que sA?o tA?o virtuosos, que levam a vida tA?o seriamente, que sA?o tA?o corretos, honestos, leais, pessoas inatacA?veis, pessoas de bem, pessoas que nunca cometeram erros, gente que jamais foi incoerente, que nunca fez nas sombras algo diferente do que falou nas luzes, pois a vocA?s, irmA?os e irmA?s, eu peA�o encarecidamente: eu preciso de ajuda.

Eu queria dizer algo que estA? preso dentro de mim, eu queria expressar um sentimento que estA? cativo no meu coraA�A?o. Mas eu nA?o consigo. Eu acordei com medo do mundo. A liberdade, nA?o sei, ficou estranha. A� por isso que eu me calo: nA?o me sinto livre para falar. Parece que prenderam a liberdade. E libertaram a prisA?o.

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