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Marcones Libório analisa o ano de 2017 e diz que Salgueiro retrocedeu

| 2017 o ano que deixou Salgueiro com saudade do futuro |

Concluído um ano da atual gestão, Salgueiro depara-se com o sentimento generalizado de estagnação. Ao período anterior de avanços sociais e econômicos seguiram-se estes 12 meses de improvisos administrativos, promessas eleitorais não cumpridas, entre elas a geração de emprego, e, mais grave que isso, o retrocesso dos serviços básicos e essenciais prestados à população.

Faltam medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde – UBSs e no CAPS e sobra precariedade no atendimento dos postos de saúde devido as péssimas condições de trabalho para os profissionais, do esparadrapo à luva do dentista e, além do aumento da espera por exames especializados, categorias de servidores municipais foram penalizadas como os agentes comunitários de saúde que ficaram de fora do reajuste salarial anual.

Passados 12 meses, não foi colocada em funcionamento a UPA 24h, construída na gestão anterior, as obras das 3 creches iniciadas no meu governo e deixadas a ponto de laje foram abandonadas pela atual gestão, chegando ao final do ano sem obras para inaugurar.

Na educação, a merenda e o transporte escolar foram precários e inadequados, denunciados pelos próprios estudantes por não atenderem com a qualidade de antes as suas necessidades e, para ampliar o desastre educacional, os jovens foram vítimas do fim do programa Jovem Aprendiz que, até 2016, gerava oportunidades do primeiro emprego.

Espaços de lazer e socialização para crianças, jovens e idosos, e cartões-postais da nossa cidade, as praças estão mal cuidadas e mal iluminadas, a exemplo da Praça CEUs deteriorada e abandonada.

Um ano marcado pela falta de manutenção nas estradas rurais, em péssimas condições para os moradores que precisam se locomover até a área urbana. Aliás, o trânsito da cidade também não recebeu nenhum projeto de melhoria e, para piorar, nos festejos de fim de ano, período em que a cidade tem um considerável aumento no tráfego de veículos, o centro foi interditado, provocando transtorno aos motoristas e motociclistas.

Para manter imensuráveis os resultados catastróficos desses 12 meses, a administração, também, ficou devendo no quesito transparência e, sem maiores explicações, aumentou o IPTU e a taxa de iluminação pública.

É fato, e merece ser citado, que as trocas de secretários, mudanças na equipe e as muitas decisões equivocadas causaram prejuízo à prefeitura ou à qualidade dos serviços públicos.

Essas, entre tantas outras, questões deixaram o prefeito Clebel Cordeiro em situação desconfortável com a população que lhe depositou confiança e, especialmente, os salgueirenses com saudade da casa em ordem e do sentimento de que Salgueiro poderia ir mais longe.

Marcones Libório de Sá | médico e ex-prefeito de Salgueiro-PE

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