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Deputados começam a formar fila na Câmara 4 horas antes do início da sessão

Três parlamentares da oposição chegaram ao plenário da Casa por volta das 5h desta quarta (2). Sessão que analisará denúncia contra Michel Temer estava prevista para ser aberta às 9h.

Três deputados da oposição chegaram ao plenário da Câmara por volta das 5h no dia da votação da denúncia (Foto: Divulgação)Três deputados da oposição chegaram ao plenário da Câmara por volta das 5h no dia da votação da denúncia 

Três deputados da oposição chegaram ao plenário da Câmara por volta das 5h da manhã desta quarta-feira (2) para registrar presença na sessão que, provavelmente, decidirá se a denúncia de corrupção passivacontra o presidente Michel Temer poderá ser investigada no Supremo Tribunal Federal (STF).

A sessão que analisará a acusação contra o chefe do Executivo estava marcada para ser aberta às 9h. Para a sessão ser iniciada, é necessário que, pelo menos, 51 deputados tenham registrado presença no painel eletrônico do plenário.

Os deputados poderão se inscrever para discursar a partir das 9h, antes mesmo de se alcançar o quórum para abrir a sessão.

Primeiros da fila, os deputados Alessandro Molon (Rede-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP) e Pompeo de Mattos (PDT-RS) ficaram esperando no corredor que dá acesso ao plenário na expectativa de serem os primeiros a falar na sessão desta quarta. Eles chegaram a registrar uma foto destacando o relógio do celular para demonstrar que formaram fila ainda na madrugada.

Por volta das 7h20 desta quarta (2), oito deputados oposicionistas já aguardavam dentro do plenário para registrar presença na sessão que votará a denúncia contra Temer (Foto: Vinícius Cassela, G1)Por volta das 7h20 desta quarta (2), oito deputados oposicionistas já aguardavam dentro do plenário para registrar presença na sessão que votará a denúncia contra Temer 

Por volta das 7h20, os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), Major Olímpio (SD-SP), Alice Portugal (PCdoB-BA), Leonardo Monteiro (PT-MG), Givaldo Carimbão (PHL-AL) e Aliel Machado (Rede-PR) já faziam companhia aos três parlamentares que chegaram no final da madrugada ao plenário da Câmara. Eles ficaram sentados em uma mesma fileira de cadeiras no plenário.

‘Pressão popular’

Embora as articulações do Palácio do Planalto nas últimas semanas tenham atraído o apoio de deputados indecisos para barrar a denúncia, líderes da oposição afirmam que ainda têm esperança de atingir os 342 votos necessários para abrir a investigação.

Para garantir apoio no Legislativo, o governo liberou bilhões de reais em emendas parlamentares, distribuiu cargos a partidos aliados e ameaçou de punição quem votar contra o presidente da República, apoiando que ele seja investigado por um crime comum.

Um dos oposicionistas mais empenhados no esforço de afastar Temer do Palácio do Planalto, Alessandro Molon diz que, neste momento, o monitoramento da oposição aponta que já há mais votos a favor da denúncia da Procuradoria Geral da República do que contra. Entretanto, ainda não há os 342 votos necessários para autorizar que Temer seja processado no Supremo Tribunal Federal.

Na visão do líder da Rede, é possível que a oposição consiga atingir esse número de votos ao longo dos debates no plenário da Câmara.

“A gente tem a maioria dos votos, mas, para alcançar os 342, vai depender dos debates.”, ponderou Molon.

O deputado fluminense também acredita que o fato de a votação ser transmitida pelas emissorasd e TV vai gerar uma “pressão popular” que, segundo ele, pode influenciar os votos dos deptutados.

“Não tenho dúvidas de que a transmissão ao vivo pode influenciar a votação”, enfatizou.

Essa é a mesma expectativa do deputado Júlio Delgado, do PSB. O partido de Delgado ainda comanda um ministério no governo Temer (o das Minas e Energia), mas a cúpula da sigla desembarcou da base aliada.

“Eu acredito que a pressão popular pode alterar a posição dos parlamentares contrários à decisão do partido [a favor da denúncia] ao longo da sessão. Como já aconteceu ontem [terça] com um deputado nosso do Piauí, que chegou a entregar os cargos que tinha no governo para votar a favor”, comentou Delgado.

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